O III Encontro de Pesquisadores da comunidade Kalunga, em 2017, representa uma continuidade daqueles realizados em março de 2011 e em maio de 2015, organizados pela Universidade Federal de Goiás, por meio do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais, cujo, propósito foi dar visibilidade aos trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores e articular uma rede de pesquisadores sobre a comunidade Kalunga e seu território. 

Neste ano, o encontro visa refletir sobre as recentes mudanças no cenário político e econômico que ensejam preocupações em relação a atuação governamental e produção de políticas públicas, frente as demandas apresentadas pelas comunidades quilombolas. Também busca refletir sobre a recente exposição da comunidade na mídia em função de denúncias de exploração sexual e trabalho escravo.

Diante disso, a Pontifícia Universidade Católica de Goiás, por meio do Instituto Dom Fernando/PROEX e do Programa de Pós-Graduação em História/PROPE, com apoio da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, realiza o III Encontro de Pesquisadores da comunidade Kalunga, com o foco em "Igualdade Racial e Direitos Humanos: Cultura, Trabalho e Cidadania". A proposta é refletir sobre a luta pela igualdade racial, pela garantia de direitos humanos, por uma economia solidária e desenvolvimento sustentável, pela agricultura familiar, pela educação voltada para a diversidade, pela saúde da população negra, pelo fim do trabalho escravo e da exploração sexual e outros temas transversais que são importantes para as comunidades quilombolas.

Considerando que o evento possibilita atualizar o conhecimento sobre aquele espaço, o encontro entre pesquisadores poderá permitir a replicagem de ações, otimizar os deslocamentos das equipes e o fortalecimento do compromisso social das universidades com as comunidades. O evento constituirá em valioso momento de diálogo dos pesquisadores e favorecerá uma visão prospectiva para atuação acadêmica e para o Sitio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga.


Se você quiser interagir com outros pesquisadores e/ou membros da comunidade, entre no grupo de Facebook - Rede Kalunga - https://www.facebook.com/groups/RedeKalunga/?fref=ts 


MEMORIAL DO II ENCONTRO

    O II Encontro de Pesquisadores sobre os Quilombolas Kalunga, em 2015, representa uma continuidade daquele realizado em março de 2011, cujo propósito foi dar visibilidade aos trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores e articular uma rede de pesquisadores sobre os Kalunga. Nesta segunda edição, pretende-se criar um espaço de reflexão sobre as políticas sociais e a pesquisa. Participaram deste encontro pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) (Campis Goiânia e Catalão), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás), Universidade Federal do Tocantins (UFT) - Campus Arraias, Faculdade Alfredo Nascer, Universidade Federal de Uberlândia, Universidade Federal de Campinas (UNICAMP), Universidade Estadual de Goiás, Instituto Federal Educação, Ciência e Tecnologia - Goiás (IFG), 6ª Câmara da Procuradoria de Goiás, Instituto Nacional de Reforma Agrária e Colonização (INCRA), Slow Food, Fundação Oswaldo Cruz - Diretoria Regional de Brasília (FIOCRUZ-DIREB), Instituto de Pesquisa Turística (IPTUR), Ponto de Cultura Associação Cultural Chapada dos Negros. Participaram os estados de Goiás, Tocantins, São Paulo, Rio de Janeiro e do Distrito Federal. Foram apresentados diferentes olhares e diálogo de múltiplas áreas. Lamentou-se a não participação efetiva da Fundação Palmares e de representantes da comunidade Kalunga, e cogitou-se a realização deste tipo na própria comunidade, para facilitar a participação dos mesmos. Estiveram presentes representantes das comunidades de Mimoso de Arraias, no Tocantins, e de Extrema e Levantado do Município de Iaciara, em Goiás, e uma representante da comunidade Kalunga, que trabalhou na Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial (SEMIRA), que depois da reforma administrativa na gestão do governo do estado agora é Secretaria da Mulher, Desenvolvimento Social, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Trabalho

    Fram inscritos 29 trabalhos, divididos em três eixos: 1) Cultura, Saberes, Identidade Kalunga; 2) olíticas Públicas, Saúde, Qualidade de Vida, 3) Cidadania, Direito e Terra; 4) Meio Ambiente, sustentabilidade, turismo, os trabalhos apresentados. Foram apresentados dois documentários, um catálogo de fotografias e um lançamento de livro - "O Território e a Comunidade Kalunga: quilombolas em diversos olhares", disponibilizados em versão eletrônica em CD, no site do evento e na página (). Este evento pretendeu responder a três perguntas: 1) Qual é o lugar dos Kalunga na pesquisa e nas políticas sociais? 2) Qual a relação entre a teoria e a prática das políticas públicas no Território Kalunga? 3) Como os pesquisadores podem efetivar a intermediação entre os Kalunga e os promotores de políticas públicas?

Durante o evento foram agendadas reuniões estratégicas e políticas, com professoras da UFG, que atuam no Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (SHPCK), Maria Geralda, Maria Cristina e Maria Clorinda, e Superintende da antiga SEMIRA - Gláucia Teodoro dos Reis com:

  • Secretaria de Estado de Educação - Para Criação de Escola Profissionalizante dentro do SHPCK.
  • INCRA: para conversar sobre a regularização fundiária.
  • E articulação entre a UFG e UnB para um observatório de turismo no estado de Goiás.

Apesar das várias pesquisas em desenvolvimento e já realizadas na comunidade, e das inúmeras ações institucionais, de entidades públicas, privadas ou de cunho religioso, não garantem que as políticas públicas e os direitos cheguem à comunidade e da mesma forma em todas as localidades. Por ser uma grande área, de baixa densidade demográfica e de difícil acesso. É uma região com baixo desenvolvimento econômico e social, em que a maioria da sua população está abaixo da linha da pobreza. Mesmo assim, há a preocupação no tipo de desenvolvimento na região, visto que é a única região no estado de Goiás que possui o cerrado preservado, sendo nascente de vários aquíferos, e que está sendo ameaçado pelo atual Plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Pouso Alto, que implementa ações de manejo consideradas insustentáveis, como pulverização de agrotóxico por avião, implantação de 24 pequenas hidrelétricas na região da Chapada dos Veadeiros. Sem contar que a região está sendo cercada por plantações de produtos transgênicos. Recentemente, a comunidade Kalunga foi foco da imprensa nacional devido a várias denúncias de abuso sexual e exploração infantil de menores Kalunga.

A partir das perguntas norteadoras foi possível discutir algumas possibilidades de ações intersetoriais, transdisciplinares, e multicêntricas como uma forma de contribuir na melhoria dos determinantes sociais e no acesso aos direitos para e com a comunidade Kalunga. Além disso, foi discutida a possibilidade de se pensar em eventos e ações que atendam todas as comunidades quilombolas do estado de Goiás, e definição e estudos sobre as comunidades originárias a partir da Kalunga e que vão além do considerado no SHPCK. E assim, foi apontada a necessidade de se fazer levantamento bibliográfico de outras comunidades originárias a partir da Kalunga e com enfoque especial na de Mimoso em Ararias, em Tocantins, que está dividida geograficamente, apenas pelo rio Paranã, mas são da mesma origem com laços familiares bem estabelecidos e de outras comunidades originárias da comunidade Kalunga, comunidades "filhas".

Verifica-se o enfraquecimento das instituições públicas e dos conselhos que representam e atendem diretamente a as comunidades quilombolas, por serem politicas transversais e tratadas por superintendências e não secretarias, e por isso não têm orçamentos próprios. De modo que existe o discurso de promoção da igualdade racial, mas não existem verbas, com necessidade de transversalizar também os recursos. Sem contar que muitas dessas instituições que tratam das questões quilombolas têm recursos humanos reduzidos e salários inferiores a outras superintendências. Assim, as políticas em prol das comunidades quilombolas não são políticas de Estado, visto que muitas das vezes seus direitos entram em conflito com interesses econômicos das classes dominantes. Foi avaliado como uma boa proposta uma pesquisa única e multicêntrica sobre os vários órgãos que atendem a comunidade, verificando sua ação e investigando com base na hipótese do seu enfraquecimento político institucionalizado, com uma metodologia única para cada órgão.

Durante o evento foi ressaltado a cultura de forma dinâmica. E assim, alerta-se para ter-se cautela na insistência da utilização da base conceitual que reforça a teoria do quilombo clássico, visto que esta definição não cabe mais nos dias de hoje, e que pode favorecer interesses contrários aos das comunidades tradicionais. Além disso, ressalta-se a importância de se valorizar e estimular as produções dos próprios quilombolas, com protagonismo na pesquisa, como as experiências da UnB, como no curso de Licenciatura e Docência no Campo (LEDOC), Produção e Coprodução de Pesquisa por Povos e Comunidades Locais do Centro de Desenvolvimento Sustentável. Sem contar que nas pesquisas de campo, os ensinamentos adquiridos devem ser atribuídos com citação ao mestre quilombola pesquisados.

Além disso, foi pensado em se fortalecer os pesquisadores, representantes institucionais, professores, estudantes, quilombolas para se constituir uma rede, que foi denominada de Rede Kalunga. Esta rede e os mecanismos de interação podem ser pilotos para outras comunidades no estado de Goiás. A Rede Kalunga tem como objetivo de troca de informações, fortalecimento das ações, pesquisas e órgãos que representam a comunidade Kalunga, com estratégias de governança, pesquisa, extensão, implementação de políticas públicas e garantia dos direitos humanos, com base nos seus saberes, e valorização. Construindo politicas públicas a partir da comunidade e com o seu protagonismo. Pretende-se com esta rede a formação de um grupo de trabalho permanente. Como estratégia de comunicação: um grupo no Facebook; uso de ferramentas de escrita colaborativas como do Google Drive; grupo de e-mails e futuramente um site mais estruturado e encontros mais periódicos, anuais desta rede, o próximo encontro ficou sob coordenação da PUC-Goiás. Neste site, além dos resultados das pesquisas realizadas na comunidade, contará com um catálogo de pesquisadores; mapeamento dos projetos futuros e em andamento e passados (com possibilidade de georreferenciamento); mapeamento das forças antagônicas aos quilombolas e suas ferramentas, como a bancada ruralista que questionam os direitos destas comunidades e com a imposição de leis contrárias a estas comunidades, além da discussão de planos de manejos como a APA do Pouso Alto, da Chapada dos Veadeiros; Informações atualizadas sobre a questão fundiária; Bancos de dados atualizados e confiáveis; mecanismos de acesso e permanência dos quilombolas nas universidades públicas; dados atualizados das gerências depois da reforma administrativas; principais programas, Instituições, e ações que são contínuas na comunidade por tipo de trabalho (meio ambiente, cultura, geração de renda, saúde, entre outras). Foi apontada a preocupação com as metodologias das pesquisas e das ações nos territórios, visto que estas podem ser colonizadoras dos espaços e muito das vezes agressivas e se configurando em uma invasão cultural, conceito desenvolvido por Paulo Freire. Outra ferramenta que pode ser implementada no site é o geoprocessamento dos tipos de pesquisa (métodos) e temas abordados.

Esta Rede tem a intencionalidade pretenciosa de fortalecer os próprios participantes da rede, em especial os Kalunga e as instituições que atendem as comunidades quilombolas, e assim, os pesquisadores e instituições governamentais podem ser atores importantes de mediação de politicas públicas dentro e fora do território, e assim colaborar para que os Kalunga sejam indutores e protagonistas de Políticas Públicas, sem ficar a mercê da política local, que muitas vezes trabalha com uma violência estrutural e simbólica na comunidade. Pode-se apoiar com o uso de aplicativos como a Plataforma Brasil, e- government, co-creation, e- democracia (participação na câmara dos deputados). Sem contar que em rede, facilita acesso aos mecanismos que garantem as políticas públicas como o ministério público ou com a própria mídia.

Outra preocupação discutida durante o evento foi em relação à devolutiva dos resultados à comunidade. Assim, foram discutidas possibilidades como além dos trabalhos disponibilizados e reunidos em um único site, uma biblioteca na comunidade com estes trabalhos e a translação do conhecimento a partir e outras metodologias como disponibilização de cartilhas ilustrativas e almanaques. Bem como parceria com os serviços que atendem estas comunidades, e devolutiva local para os trabalhadores que atendem a comunidade. E na pesquisa aliada com projetos de extensão.

No turismo divulgar as possibilidades de turismo dentro do próprio estado, turismo não só por atrativos culturais, mais pelas questões culturais que a comunidade representa, com melhoria da infraestrutura, novos investimentos na região, que visem à sustentabilidade, bem como a integração desses investimentos em ações colaborativas multicêntricas e ações em rede. Captação de recursos financeiros para atuação multicêntrica e em rede, e assim otimização de recursos com temáticas semelhantes. Outra estratégia importante. Um exemplo de estratégia para a integração desses recursos é a criação de Território Integrado de Atenção à Saúde, com edital único, a exemplo da Fiocruz com o projeto TEIA, que atua em Manguinhos, no Rio de Janeiro. E assim, buscar financiamentos e ampliar o acesso das instituições de fomento como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG), e Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal.

Outra preocupação importante é o alerta de que os principais pontos turísticos estão sendo ameaçados pelo fogo e trilhas mal planejadas, que provocam erosões próximas às cachoeiras como a Santa Bárbara. Agregar e ampliar os projetos de geração de renda, de modo a agregar valor e resgatar as formas de manejo e produtos tradicionais.

Sobre o acesso à educação, foi ressaltada a necessidade de se diminuir hostilização do meio universitário, como divulgação dos mecanismos de permanência dos indígenas, quilombolas e cotistas nas universidades. E fortalecimento do grupo através do grupo de apoio entre os estudantes, ouvidoria e mediação nos casos de racismo e preconceito. E criação de uma escola profissionalizante dentro do SHPCK.

Na saúde, pode-se pensar e criar mecanismos de integração entre a pesquisa e os serviços como é previsto na clínica ampliada, na Politica Nacional de Humanização, e não em pesquisas pontuais e descontextualizadas. Com a criação de um grupo de pesquisa clínica e epidemiológica aplicada às ciências da saúde, aprofundando o apoio e o diálogo com os serviços de saúde de caráter acompanhamento longitudinal. As universidades que atuam na região são capazes de produzir tecnologias e conhecimentos úteis à qualificação e prática clínica cotidiana e da gestão dos sistemas de saúde. Criação de tecnologias como: Cuidado remoto; Diagnóstico precoce - testagem rápida no território; Criação de farmácias vivas, com plantas medicinais aliadas e com protagonismo dos mestres dos saber tradicional, Sistema de rádio e telefonia; E-health, apoio pela Rede Telessaúde; Construir pontos de apoio à assistência na zona rural. Além disso, devido às características culturais e ao grande número das parteiras da região, e pelas dificuldades de acesso ao pré-natal, ao fato dos serviços de saúde não estarem preparados para considerar as especificidades culturais da comunidade, considera-se a necessidade premente de uma casa de partos na Chapada dos Veadeiros.

Ficou decidido, ao fim do Encontro, que a Pontifícia Universidade Católica de Goiás, por meio do Instituto Dom Fernando, ficará a cargo da organização do próximo encontro de pesquisadores da comunidade Kalunga, sob responsabilidade da professora Thais Alves Marinho, que ocorrerá no segundo semestre de 2016.


Consulte a programação do II encontro clique aqui

MEMORIAL DO I ENCONTRO

Documento resultante da reunião realizada durante o I Encontro de Pesquisadores de Quilombolas Kalunga. A finalidade deste documento édirecionar as ações e as idéias que foram expostas durante o evento, assim podemos nos organizar e trabalhar em equipe. 

ENCAMINHAMENTO DOS DEBATES DO I ENCONTRO DE PESQUISADORES
DE QUILOMBOLAS KALUNGA
24 E 25 DE MARÇO - IESA-UFG

Os dois dias deste Encontro permitiram o conhecimento, a identificação e a manifestada vontade de continuarmos concebendo a nossa ação de pesquisadores como uma possibilidade de contribuição para levar a uma valorização, visibilidade e melhorias das condições de vida para os Kalunga.A síntese que apresentamos é para continuarmos nossos debates. Tentamosdestacar aqueles pontos constatados no conjunto das apresentações queidentificam-se com nossas atividades de pesquisadores.De vinte três trabalhos apresentados, onze são de extensão e os demais sãoprojetos de pesquisa. A maioria dos projetos apresentou interdisciplinaridade.


Impactos para os Kalunga destas ações:

Maioria dos trabalhos principia a partir de 2000. A partir do ano 2007, há maior concentração de projetos com os Kalunga.Os projetos que demandam mais tempo, em amadurecimento e em outras ações que se desdobram,em 3 anos não temos ainda como avaliar o impacto da presença da universidade. Ou seja, se ela tem sido eficaz.


Entraves:

Os entraves são, sobretudo, políticos e refletem na atuação do pesquisador, uma vez que a comunidade vê no pesquisador uma competência política para a solução de seus problemas. • A dependência de outros atores sociais e políticos dificulta a eficácia dos projetos e na liberação de recursos.

• A mobilidade por falta de transportes, de recursos na infraestrutura e de acesso.

• A implementação de pesquisas e ações extensionistas esbarram em problemas de água, de acesso e de energia no sítio e da falta de articulação com as lideranças locais.

• Falta de comunicação entre os próprios pesquisadores: muito conhecimento produzido, porém não é compartilhado entre os pesquisadores.

• Os órgãos públicos não são considerados como fontes eficazes para consultas e pesquisas para os acadêmicos.

• Há pesquisas semelhantes que tangenciam e sobrepõem informações na área cultural e do turismo levando ao saturamento de demandas idênticas para a comunidade.

• O pesquisador, por não conseguir dar retorno imediato ás expectativas da comunidade torna-se desacreditados pelo Kalunga.

• Os resultados das pesquisas não têm repercussões nas políticas públicas.

• Ausência de acesso às políticas sociais (educação, terra, saúde, juventude) para a sustentabilidade das ações desenvolvidas.

A refletir

As principais pesquisas e ações que têm visibilidade externa são realizadas por OSCIPS e ONGs que têm maior facilidade para a obtenção de recursos financeiros, mas as ações e recursos nem sempre chegam às comunidades. Nessas OSCIPS e ONGs, poucos pesquisadores acadêmicos estão envolvidos.
• Território de Cidadania ainda não tem a visibilidade necessária entre ospesquisadores para agregar ações.

Aspectos Positivos:

• Melhor conhecimento do sítio com suas localidades, suas debilidades e suasfortalezas. E, este conhecimento não decorre exclusivamente das açõesuniversitárias.

• Há parceiros: prefeituras e Associações bastante interessados.
Propostas e Recomendações de continuidade• Realização de um encontro dos pesquisadores Kalunga na própria comunidade.
• Criação de uma Comissão de Pesquisadores Kalunga para viabilizar a rede, a troca de informações e definir ações.
• Que a linguagem acadêmica se torne acessível aos Kalunga por meio dematerial escrito e audiovisuais, possibilitando a socialização do conhecimentoacadêmico.
• Incentivar ações que permitam a facilidade de dialogo entre as lideranças das comunidades.
• As ações da Universidade devem ser no sentido de estimular ao associativismo e ao cooperativismo e a melhoria de educação como verdadeira forma de inclusão.
• Que os diversos projetos da Universidade Federal de Goiás se unifiquem para o devido registro junto aos órgãos competentes como: MMA-IBAMA para obtenção do termo de anuência prévia, e o conselho de ética da Universidade.
• Que a Universidade seja uma parceira na obtenção de registros dos patrimônios materiais e imateriais por parte dos Kalunga 
• Que o próximo evento seja para a discussão das políticas sociais.

Foi definida, durante o evento, a formação do Grupo de pesquisadores sobre os Kalunga e a indicação feita para o grupo deu a seguinte composição: 

Francisco Hudson Lustosa - hudsonlustosa@yahoo.com.br
Lucilene dos Santos - lucilelecalunga@gmail.com
Maria Clorinda Soares - mariaclorinda@gmail.com/clorinda@vet.ufg.br 
Maria Geralda de Almeida - mgdealmeida@gmail.com
Maria Tereza Gomes - mterezags@yahoo.com.br
Mariana Cunha Pereira - mcunhap@yahoo.com.br
Tânia Ferreira de Torres - coordenadoratccv@gmail.com
Veruscka Prado Alexandre - veruska.prado@gmail.com

  • Reunião realizada nos dias 24 e 25 de março com a finalidade de estabelecer uma rede de pesquisadores sobre os quilombolas KalungaRelatoras: Jorgeanny de Fátima Rodrigues Moreira, Lara Cristine Gomes Ferreira, Maria Geralda de Almeida.

Para visualizar a programação do I Encontro Clique Aqui

© 2017 III Encontro dos Pesquisadores da Comunidade Kalunga

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